O cuidado que o título sugere não é de medo, mas de atenção. Atenção para não julgar o que não compreendemos. Se você convive com alguém que parece operar em outra frequência, este texto é para você.
Excelente! Fico me perguntando se meu diagnóstico de transtorno bipolar não esteve errado esses anos todos. Até porque eu parei de tomar os remédios que os psiquiatras me davam há uns 3 anos e... as coisas não mudaram. Na verdade, melhoraram, o que me levou a pensar que - talvez - eu nunca tenha sido bipolar. Ser "diferente" adoece, de diferentes formas...
Não consigo comentar quase nada da bipolaridade, mas depois de concluir minha pós-graduação em superdotação, além de eu mesmo ter essa condição, e por te conhecer de perto, cometo um excesso aqui ao comentar que você é AHSD na mosca, Maga!
Pois é, tenho uma suspeita, mas certeza mesmo, como saber? Psiquiatras e terapeutas erraram meus diagnósticos a vida toda: primeiro depressão (não era - me deram antidepressivos, eu piorava). Depois, síndrome borderline (nem de longe...). Durante anos, o transtorno bipolar "encaixou", mas como se explica eu viver bem (e melhor) sem a medicação, e durante anos? Ainda não conseguem explicar.
Excelente provocação, Algarra. O texto toca num ponto que ainda é pouco discutido no ambiente corporativo: a dificuldade não está necessariamente na “diferença”, mas na nossa incapacidade de lidar com ela.
Me chamou a atenção a ideia do “abismo de comunicação”. Em times de tecnologia e inovação, isso aparece com frequência. E principalmente como organizações dizem valorizar criatividade e pensamento divergente, mas, na prática, reagem com desconforto quando alguém questiona o status quo. Vejo muito isso na media gerencia que nao sabe lidar com perfis mais questionadores.
Na área de TI é uma ferida crônica. Já atendi um punhado de líderes e profissionais sofrendo com o turnover de contratar talentos brilhantes e vê-los naufragar nos fluxos repetitivos dos processos de produção, sem o acoplamento social (inclusive com seus pares) necessário para encaixá-los na máquina.
Falando em português claro, as empresas não se preparam para lidar com a personalidade doas profissionais em geral, mas no caso dos mais talentosos esse gap fica escandaloso!
Já perdi grandes talentos em equipes onde o gestor simplesmente não tinha habilidade para lidar com esse tipo de perfil. E posso dizer que esse problema está longe de ser uma exclusividade brasileira. Presenciei cenas parecidas em praticamente todos os países por onde passei nos últimos anos.
O mais preocupante é que isso virou um problema crônico dentro das empresas. Fica velado. Todo mundo percebe. Todo mundo comenta nos corredores. Mas, na prática, quase nenhuma ação efetiva é tomada para mudar esse cenário.
Só vai mudar quando os 'Jestores' (contém ironia gramatical) forem orientados pelos 'Diretortos' (ironia corporativa) sobre como lidar com pessoas de talentos extraordinários (e suas particularidades) porque e empresa precisa DESESPERADAMENTE destes para algo muito importante. Ou seja, apenas quando um talento é percebido pela liderança como uma ativo estratégico para o obtenção de resultados imediatos, é que o sistema entra no automático reconhecendo, apoiando, capacitando e remunerando adequadamente pessoas AHSD.
Excelente! Fico me perguntando se meu diagnóstico de transtorno bipolar não esteve errado esses anos todos. Até porque eu parei de tomar os remédios que os psiquiatras me davam há uns 3 anos e... as coisas não mudaram. Na verdade, melhoraram, o que me levou a pensar que - talvez - eu nunca tenha sido bipolar. Ser "diferente" adoece, de diferentes formas...
Não consigo comentar quase nada da bipolaridade, mas depois de concluir minha pós-graduação em superdotação, além de eu mesmo ter essa condição, e por te conhecer de perto, cometo um excesso aqui ao comentar que você é AHSD na mosca, Maga!
Pois é, tenho uma suspeita, mas certeza mesmo, como saber? Psiquiatras e terapeutas erraram meus diagnósticos a vida toda: primeiro depressão (não era - me deram antidepressivos, eu piorava). Depois, síndrome borderline (nem de longe...). Durante anos, o transtorno bipolar "encaixou", mas como se explica eu viver bem (e melhor) sem a medicação, e durante anos? Ainda não conseguem explicar.
Excelente provocação, Algarra. O texto toca num ponto que ainda é pouco discutido no ambiente corporativo: a dificuldade não está necessariamente na “diferença”, mas na nossa incapacidade de lidar com ela.
Me chamou a atenção a ideia do “abismo de comunicação”. Em times de tecnologia e inovação, isso aparece com frequência. E principalmente como organizações dizem valorizar criatividade e pensamento divergente, mas, na prática, reagem com desconforto quando alguém questiona o status quo. Vejo muito isso na media gerencia que nao sabe lidar com perfis mais questionadores.
Na área de TI é uma ferida crônica. Já atendi um punhado de líderes e profissionais sofrendo com o turnover de contratar talentos brilhantes e vê-los naufragar nos fluxos repetitivos dos processos de produção, sem o acoplamento social (inclusive com seus pares) necessário para encaixá-los na máquina.
Falando em português claro, as empresas não se preparam para lidar com a personalidade doas profissionais em geral, mas no caso dos mais talentosos esse gap fica escandaloso!
Já perdi grandes talentos em equipes onde o gestor simplesmente não tinha habilidade para lidar com esse tipo de perfil. E posso dizer que esse problema está longe de ser uma exclusividade brasileira. Presenciei cenas parecidas em praticamente todos os países por onde passei nos últimos anos.
O mais preocupante é que isso virou um problema crônico dentro das empresas. Fica velado. Todo mundo percebe. Todo mundo comenta nos corredores. Mas, na prática, quase nenhuma ação efetiva é tomada para mudar esse cenário.
Só vai mudar quando os 'Jestores' (contém ironia gramatical) forem orientados pelos 'Diretortos' (ironia corporativa) sobre como lidar com pessoas de talentos extraordinários (e suas particularidades) porque e empresa precisa DESESPERADAMENTE destes para algo muito importante. Ou seja, apenas quando um talento é percebido pela liderança como uma ativo estratégico para o obtenção de resultados imediatos, é que o sistema entra no automático reconhecendo, apoiando, capacitando e remunerando adequadamente pessoas AHSD.